Existem ainda outras modalidades para cegos, as quais passamos a explicar um pouco da sua história nos textos abaixo.

Arco

Tiro

Bowling

Powerlifting

Showdown

Xadrez

Golf

Vela

Remo

 

Arco

A modalidade de arco para cegos é o desporto mais recente a obter o estatuto oficial da International Blind Sports Federation (IBSA) e foi agora apresentado à IPC Archery Sports Assembly, através de uma moção para que este desporto seja uma categoria adicional nos Campeonatos Mundiais do IPC, bem como em Campeonatos Regionais e Torneios, entre outros.

Em Outubro, na Sports Assembly em Massa Cararra, em Itália, os arqueiros cegos da Grã-Bretanha, França, Bélgica e Itália (talvez mais) vão demonstrar às nações do IPC que o arco para cegos deve ser aceite como categoria adicional.

Após o primeiro passo de ser aceite pela IBSA, permitiu ao IPC iniciar este segundo passo em aceitar a modalidade. Inicialmente, foi aceite que haverá duas categorias, masculina e feminina, usando viseiras (existindo oito categorias na IBSA acomodando os diferentes níveis de visão).

Finalmente, os arqueiros cegos podem aspirar a competir ao mais alto nível e participar nos Jogos Paralímpicos.

Príncipe William a tentar Arco para cegos 

 

Tiro

O Tiro é considerado uma modalidade olímpica especial que requer dos seus praticantes testes de habilidade, destreza, pontaria e velocidade. Trata-se de uma modalidade onde o sentido da visão é fundamental, mas com a evolução da tecnologia, foi possível adaptar esta modalidade para o universo dos atletas invisuais.
Para que os atletas portadores de deficiência visual possam praticar o Tiro foi desenvolvida uma arma especial de ar equipada com uma mira especial. A lente telescópica desta arma está conectada a um circuito que transforma luz em som. Através deste processo o atleta consegue identificar o seu alvo devido aos diferentes níveis de luz reflectidos pelo mesmo que o software por sua vez, converte em sons específicos emitidos para auriculares usados pelos atletas.

Atleta a praticar Tiro

 

Bowling

O Bowling para invisuais jogou-se pela primeira vez na década de 60 na Alemanha, mas apenas em 1996 foi criada a primeira competição internacional da modalidade.
De então para cá foram já realizados diversos torneios internacionais um pouco por toda a Europa.
Durante uma partida de Bowling, existe um Guia que para além de passar as bolas e coordenar a equipa pode também transmitir indicações oralmente, podendo também ser acompanhados por treinadores ou assistentes, no entanto cada jogador deve ocupar a sua posição sem assistência.
Trata-se de uma divertida modalidade que pode ser praticada em actividades de lazer tanto por invisuais como normovisuais.

Atletas a praticar Bowling

 

Powerlifting

Esta modalidade individual tem uma idade mínima de 14 anos para poder ser praticada. Uma vez que o levantamento de pesos é um dos mais elementares formas de exercício.
Os atletas podem praticar na sua própria casa ou num ginásio o que permite aos atletas invisuais competir em pé de igualdade com atletas normovisuais.
Existem no total três categorias no Powerlifting, agachamento (squat), supino (Bench Press) e Terra (Deadlift) e em cada uma delas o atleta tem três tentativas para levantar o peso.

Atleta a praticar Powerlifting

 

Showdown

O showdown é um desporto veloz criado para pessoas com deficiência visual mas não tem que ser cego para jogar. Joe Lewis, um canadiense totalmente cego, criou o showdown em 1960, com o objectivo de encontrar um desporto que pudesse ser praticado a nível recreativo e/ou competitivo sem assistência. Mais tarde, Lewis colabora com outro canadiense cego, Patrick York de modo a melhorar as regras e os equipamentos.

Normovisuais e pessoas com outras deficiências acham o jogo desafiante e em 1980 nas Olimpíadas em Arnhem, Holanda, o showdown estreou-se com sucesso como desporto recreativo para pessoas com deficiência física.

O interesse internacional começa a surgir e o showdown tem sido jogado a nível recreativo nos Jogos Olímpicos para Deficientes em Long Island – EUA (1984), Jogos Paralímpicos de Seul – Coreia (1988), Jogos Mundiais da Juventude em St. Etienne – França (1990), Campeonato Mundial em Assen – Holanda (1990), Jogos Paralímpicos de Barcelona – Espanha (1992), e mais recentemente nos Jogos Paralímpicos em Atlanta – EUA (1996).

Apesar de este desporto ser um jogo de mesa e poder ser confundido com o ténis de mesa para cegos, os pontos são marcados por bater a bola num bolso. É um desporto barato ao iniciar, exigindo uma manutenção mínima e pode ser jogado numa sala de dimensões similares a uma sala de aulas ou de reuniões. O único equipamento necessário é a mesa especialmente desenhada para o showdown, duas pás, uma bola especial com rolamentos de metal e talvez uma luva. O som produzido pelos rolamentos de metal indica a localização da bola durante o jogo.

O showndown é fácil de aprender e tem como objectivo bater a bola  fora da parede lateral, ao longo da mesa, sob o centro do ecrã e para o bolso do adversário. O primeiro jogador a alcançar 11 pontos, liderando por 2 ou mais pontos, é o vencedor. Cada jogador serve 5 vezes de seguida, marcando 2 pontos por golo e 1 ponto quando o oponente acerta a bola no ecrã, bate a bola fora da mesa ou toca com a bola em qualquer coisa que a pá.

Após o sucesso do showdown nos Paralímpicos de Atlanta (1996), os representantes de mais de 30 países contactaram o Subcomitê de Showdown da International Blind Sports Federation (IBSA) procurando informações sobre equipamento, plantas e as regras para que pudessem praticar o jogo no seu país. Actualmente, o showdown é praticado em vários países em toda a Europa, África, Ásia e no Norte e Sul da América. O Subcomitê de showdown da IBSA começou a encorajar a realização de Torneios Regionais e Nacionais num esforço para conseguir a criação de Torneios Internacionais que, espera-se, serão aprovados pelos Paralímpicos.

Atletas a praticar Showdown

 

Xadrez

A International Braille Chess Association (IBCA) foi fundada em 1948 por um jogador inglês de xadrez cego, R. W. Bonham com o objectivo de tornar o xadrez mais popular entre os cegos e organizar Competições Internacionais de Xadrez. A Associação estabeleceu-se através de representantes de 9 países da Europa Ocidental e cresceu a tal ponto que hoje é uma rede mundial de mais de 50 países-membros de todos os continentes.

Os eventos mais importantes são as Olimpíadas e a Taça do Mundo de Equipas, realizada em ciclos de 4 anos, mas além destes são realizados diversos eventos individuais disputados regularmente. 

A IBCA foi reconhecida como parte da International Blind Sports Federation (IBSA).
Atletas a praticar Xadrez
 

Golf

O Golf para cegos é jogado rigorosamente com as Regras do Golf criadas pelo Royal and Ancient Golf Club of St. Andrews (R&A) e a United States Golf Association (USGA). Cada jogador tem um guia/treinador normovisual que descreve o buraco, ajuda com a escolha do taco e, em seguida, garante que a ponta do taco está atrás da bola. A partir daqui o jogador de golf cego está por sua conta e pode realizar a sua jogada.

Existem três categorias de jogadores de golfe cegos determinadas pelo nível de visão do indivíduo – B1, B2 e B3. 

O golf para cegos é jogado em todo o mundo e, actualmente, existem 13 Associações Nacionais que organizam eventos nos seus países. Além disso, a International Blind Golf Association (IBGA) patrocina Opens na Austrália, Canadá, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Estados Unidos.

A cada dois anos ocorre o IBGA World Blind Golf Championships, tendo sido realizado o último em 2010, na Inglaterra e o próximo será no Canadá, em Agosto de 2012.

Atleta a praticar Golf 

 

Vela

A Vela foi pela primeira vez incluída nos Jogos Paralímpicos de Atlanta 1996 como prova de demonstração, o que levou à sua inclusão como modalidade oficial nos Jogos Paralímpicos de Sydney 2000. O sistema de classificação da modalidade baseia-se em quatro factores – estabilidade, função manual, mobilidade e visão. Os atletas competem em dois eventos mistos: a prova de três velejadores, que utiliza barcos da classe Sonar e tem uma tripulação de três pessoas, e a prova individual disputada em barcos da classe R (2,4 m), SKUD 18, embarcação para dois velejadores. Há ligeiras modificações no equipamento e na pontuação. Os pontos são atribuídos com base na habilidade e classe SONAR para uma tripulção de 3 velejadores, o que permite a atletas de diferentes grupos de deficiência competir em conjunto. Esta modalidade desportiva é regulada pela International Foundation for Disabled Sailing (IFDS), que se tornou membro da International Sailing Federation (na altura denominada IYRU) em 1991. A modalidade teve uma rápida implantação em 28 países que competem nas 16 docas paralímpicas, havendo mais de 50 países onde é praticada por pessoas com deficiência, tanto numa fase de iniciação como de competição nacional.

 Atleta a praticar Vela

 

Remo

Remo adaptado é uma modalidade para remadores com deficiência que preenchem os critérios estabelecidos nos regulamentos de classificação do remo adaptado. Adaptado implica que o equipamento está ”adaptado” para o utilizador para a prática do desporto, em vez do desporto ser “adaptado” para o utilizador.

The International Rowing  Federation (FISA) é a única instituição no mundo que gere o Remo adaptado e este desporto é praticado por atletas em 24 países. Foi introduzido no programa Paralímpico em 2005 e participou nos seus primeiros jogos Paralímpicos em Beijing (2008).

O remo adaptado está aberto a remadores do sexo masculino e feminino e, actualmente, está dividido em quatro classes de barcos que fazem parte do programa de Campeonatos do Mundo.

Atleta a praticar Remo adaptado